Errar faz parte do jogo

04/07/2016

 

Aprendizados vem também dos erros, novidade nisso? Não!

Quero compartilhar meus erros e aprendizado enquanto atuando com treinamento e programas de desenvolvimentos, principalmente com lideranças:

 

Erro 1: Acreditar que treinar os líderes da base da estrutura é suficiente.

Fato: O treinamento começa no nível acima daquele nível para o qual se pediu o desenvolvimento. Se novos comportamentos são esperados à partir de um programa de desenvolvimento, sua consolidação só se dará no dia-a-dia. E quem é que está lá no dia-a-dia para estimular ou para manter “sempre foi assim?”o nível acima.

 

Erro 2: Acreditar que a demanda por desenvolvimento vem do RH.

Fato: O RH pode ter a percepção das necessidades de treinamento, mas é o gestor responsável e o possível treinando que precisam identificar as necessidades e querer a mudança.

 

Erro 3: Na contratação do trabalho de treinamento ou mesmo programas de desenvolvimento, é suficiente se reunir com os gestores dos treinandos e levantar quais são as competências a serem desenvolvidas.

Fato: As respostas vem no piloto automático: autonomia, comunicação, relacionamento interpessoal, etc. A resposta verdadeira precisa de um pouco mais de tempo e bate-papo com os gestores, para distinguir o “ideal"do “real”. Exemplo: ideal “ter autonomia”, o real “autonomia exige o gestor compartilhar poder, é isso mesmo que quer?”.

 

Erro 4: Ter um programa bem elaborado, planejado, estruturado, trazendo conceitos e atividades é  suficiente para dar resultados.

Fato: A preparação é importante, mas mesmo o melhor treinamento poderá não dar resultados, se o treinando não identificar dentro dele mesmo, o uso que fará daquele conhecimento.

 

Erro 5: Ter certeza sobre os resultados que podem ser alcançados com o treinamento ou programa de desenvolvimento.

Fato: A percepção de cada treinando é única. As informações trazidas passam por filtros, tais como o quadro de referências, o momento que está vivendo e disponibilidade em ouvir e experimentar, e sobre isso, o facilitador não tem controle.

 

Erro 6: É a competência do facilitador, ou a falta dela, a responsável pelo sucesso ou insucesso do desenvolvimento dos treinandos.

Fato: “Um homem pode muito bem levar um cavalo até a água, mas ele não pode obrigá-lo a bebê-la”(John Heywood). Facilitadores não são onipotentes. As pessoas tem o livre arbítrio para aprender e mudar.

 

Resumindo: desenvolvimento é um processo que nasce com a "necessidade sentida” pelo treinando e se consolida com a sua decisão em mudar.

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