O que não se sabe sobre a Segurança no Trabalho


Quando estava atuando como gerente de recursos humanos numa multinacional, uma empresa muito preocupada com a segurança no trabalho (não media esforços para prover os colaboradores com EPIs, EPCs e treinamentos de segurança), num determinado momento o Diretor Industrial e o Engenheiro de Segurança me procuraram porque estavam preocupados, pois apesar de todos os esforços em segurança, acidentes estavam acontecendo. O que faríamos?

Fiquei sabendo que uma ex-colaboradora, psicóloga, estava trabalhando em uma empresa de consultoria especializada nesse assunto, com o diferencial que todos os consultores eram psicólogos.

Eles vieram, fizeram um diagnóstico profundo da organização e os resultados me surpreenderam. Aquele momento foi um divisor de águas para mim, enquanto gestora e profissional de RH. Minhas crenças sobre segurança no trabalho mudaram.

Foi a primeira vez que tive contato com o conceito de Cultura de Segurança - falar de segurança no trabalho é falar de cultura.

Assim como na cultura organizacional, uma empresa segura, onde as pessoas cuidam de si e do outro, passa por um processo de aprendizado e desenvolvimento. Nasce na alta direção e, como uma cascata, desliza para o nível gerencial, para o nível de supervisores e assim sucessivamente até chegar à base.

A construção dessa cultura necessita, dentre outras ações, fazer parte das práticas de Recursos Humanos.

Por exemplo, uma das perguntas que os consultores me fizeram foi: a sua política para promoção para níveis de liderança contempla competências técnica e comportamental, bem como desempenho, certo? Sim.

Nas competências comportamentais, qual o peso que comportamento voltado para segurança tem? Você promove para liderança pessoas que não têm segurança como valor? Ops! Esse efetivamente não era percebido como essencial.

Entendi, naquele momento, que o processo para cada colaborador cuidar de si e do outro, se faz quando segurança no trabalho se torna um valor praticado por todos na organização. Esse assunto me encantou ao ponto de eu querer compreendê-lo melhor e tornou-se o tema da dissertação do meu mestrado e novas descobertas vieram.

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