Contratar bem e perceber


A Southwestern Airlines, a maior companhia de aviação americana em número de passageiros, teve um acidente com um de seus aviões em abril de 2018.

Num vôo entre Nova Iorque e Dallas, parte da turbina esquerda se rompeu em pleno ar. Peças de metal voaram ao redor do avião e uma janela se rompeu. A cabine despressurizou, máscara de oxigênio caíram, e a passageira que estava ao lado da janela rompida teve seu corpo parcialmente lançado para fora, mas passageiros conseguiram trazê-la de volta.

Foram vinte minutos de pânico, e a pilota Tammie conseguiu finalmente pousar o avião. Sete passageiros tiveram ferimentos leves, e a passageira ao lado da janela rompida não resistiu ao trauma.

Tammie é cristã. Ela dizia que cada vôo era “uma oportunidade de testemunhar a Cristo”. É também ex-militar, tendo sido uma das primeiras mulheres pilotas da marinha. E trabalha numa empresa que tem uma visão diferenciada em relação a seus recursos humanos.

A SWA é conhecida por seu bom humor. Seus comissários de bordo fazem as demonstrações de segurança de forma descontraída: “existem 50 maneiras de deixar seu amor, mas apenas quatro para sair dessa aeronave…”. A internet está cheia de vídeos sobre essa quase marca registrada da SWA.

Isso está no DNA da empresa, que só contrata pessoas bem humoradas. É uma empresa que contrata pessoas que tenham valores semelhantes aos da organização. Por isso, apenas 2% dos currículos recebidos se transformam em contratação.

Que diferença de empresas onde o RH ouve com frequência “preciso dessa contratação urgente!” O funcionário entra e já vai direto para a operação, sem passar por qualquer treinamento mais consistente.

Além disso, um aspecto interessante da Southwestern é a ordem em que ela valoriza seus stakeholders: em primeiro lugar vem os colaboradores, depois os clientes, e então os acionistas.

Seu espírito é o de que clientes jamais serão bem atendidos se seus colaboradores não estiverem bem.

Voltando à pilota, o que mais chamou a atenção foi a calma com que ela conduziu todo o processo. Seu tom de voz foi o tempo todo tranquilo:

“- Por favor, providencie para que tenha uma equipe médica na pista. Tenho passageiros feridos.

- Tem fogo na aeronave?

- Não tem fogo. Mas perdemos uma parte do avião.”

Essa conversa entre a pilota e a torre fluiu como se fosse entre duas pessoas conversando no sofá da sala.

Foi seu treinamento? Sua fé? Uma empresa percebe o colaborador como um bem essencial? Não sabemos. Sabemos apenas que ela não só estava preparada tecnicamente para emergências - como qualquer piloto é preparado - mas, acima de tudo, estava preparada emocional e espiritualmente. E porque está numa empresa onde 86% dos colaboradores dizem sentir orgulho de seu trabalho. Uma empresa onde são percebidos.

Tudo isso fez a diferença.

Tão diferente do acidente da Avianca em que piloto e navegador discutiam na cabine enquanto o avião estava prestes a cair – e caiu – por falta de combustível porque a empresa, para fins de economia, abasteceu o avião com o estritamente necessário para o vôo.

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